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Aquisição da Quinta de Mont Fleuri (15 de setembro)

deputadosmunicipal ldiasEm nome do Movimento Sintrenses Com Marco Almeida que aqui represento e, sem prejuízo de sermos, em regra receptivos a considerar, havendo capacidade financeira para tal, à aquisição para o município de património histórico e arquitectónico que esteja ao abandono, parece-nos essencial que tal pressuponha uma finalidade útil e justificável.

Não nos parece ser o caso em apreço, pois as perspectivas de utilização no âmbito museológico são no mínimo ainda muito vagas, além de que nos parece inapropriada a utilização deste tipo de instalações para albergar visitantes.

Neste caso, a experiência demonstra que os visitantes preferem soluções no âmbito da hotelaria, para além de que estas se revelam mais económicas e não traduzem na prática uma indesejável concorrência da Câmara face ao sector.

Por outro lado, parece-nos prioritário investir na recuperação do muito património na posse da Câmara e que continua desaproveitado, ao invés de adquirir novos imóveis.

Veja-se, entre outros, o caso flagrante do Casal de São Domingos, um dos imóveis do acervo do actual património municipal sintrense, que evidencia um estado de degradação que envergonha Sintra, sendo certo que as suas características, aliadas à sua privilegiada localização - no centro histórico de Sintra, a poucos metros dos Paços do Concelho e onde, inclusive, já funcionou como galeria municipal - justificaria e imporia uma intervenção por parte deste Executivo.

Recordo as palavras do Sr. Presidente da Câmara quando prometeu que a recuperação de todo esse património estaria realizada ainda neste mandato!!!

Dou como exemplo negativo o caso da Quinta da Riba Fria, pois, pese embora seja verdade que foram recentemente reabilitados e abertos ao público alguns logradouros - o que é positivo - os edifícios continuam sem intervenção, desconhecendo-se qual a afectação, utilização que lhe está destinada ou o que se pretende lá instalar l!!!

Aproveito para solicitar à Câmara que nos possa fornecer uma relação detalhada sobre todos os imóveis municipais a reabilitar e a indicação, para cada um, do estado actual e da estimativa dos custos inerentes aos trabalhos que se impõem.

Voltando à Quinta de Mont Fleuri, para além do custo dos 2,8 milhões de euros, e para além de, repita-se, subsistirem, na nossa opinião, muitas, sérias e fundadas dúvidas sobre as perspectivas anunciadas para a futura utilização do espaço, acresce o facto de:

I - Não sabermos qual a estimativa dos custos da reabilitação prevista,

II – Não sabermos quais os custos de manutenção previsíveis,

III – Não sabermos quais os custos de funcionamento, tendo em conta algumas das ideias avançadas pelo Sr. Presidente da Câmara,

IV - Nem conhecermos como é que esta operação se integra no quadro da valorização e ordenamento do centro histórico de Sintra, informações estas imprescindíveis a uma boa análise e tomada de decisão, para além da experiência negativa recente da aquisição, por parte deste Município, do Hotel Netto, sendo que, volvidos três anos, o mesmo se mantém em ruínas, sendo certo que o montante dispendido com a aquisição do mesmo – como aliás o movimento SCMA que aqui represento e pela minha voz nesta mesma AM, em finais de 2013 pugnou e defendeu – poderia e, salvo o devido respeito, DEVERIA ter sido aplicado em obras de outra natureza, mormente de utilidade pública para Sintra e para os Sintrenses.

A tudo isto, e na esteira da apreciação ora feita, assola-nos a preocupação e a dúvida (que gostaríamos de ver esclarecida) de saber qual a prioridade de afetar 2,8 milhões de euros para esta aquisição num concelho como o de Sintra, onde existem tantos e sérios problemas por resolver, nomeadamente de cariz social, da educação, saúde, infra-estruturas rodoviárias, entre tantos outros.

Sr. Presidente, estas são as nossa dúvidas, as nossas reservas e preocupações que gostaríamos de ver devidamente esclarecidas nesta Assembleia.

Deputada Municipal
Lúcia Dias

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