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José Alfredo da Costa Azevedo, Um Homem-Bom de Sintra

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Nesta primeira semana de Dezembro, assinalam-se as datas de nascimento e morte de um dos mais destacados sintrenses do século XX, José Alfredo da Costa Azevedo. De facto, este notável cronista de Sintra nasceu a 8 de Dezembro de 1907, e viria a falecer a 3 do mesmo mês, em 1991, poucos dias antes de completar o seu 83º aniversário.

Homem de excepcionais capacidades e forte sentido de dever cívico, apesar de não possuir formação académica superior, produziu, ao longo da sua vida, uma obra incontornável para o conhecimento, difusão e criação da História de Sintra. A sua colaboração assídua no Jornal de Sintra, desde o seu número 2, nomeadamente as suas Velharias de Sintra, constitui um importante marco na historiografia sintrense. Também no desenho e na pintura desenvolveu uma profícua produção, fixando recantos e paisagens de Sintra que são hoje verdadeiros documentos.

Mas José Alfredo foi, ele próprio, um constante interveniente na História local. Aclamado Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Sintra, logo após a Revolução de 25 de Abril de 1974, aí demonstrou todo o seu carácter de homem impoluto e de extrema honestidade, nesse conturbado momento político.

Democrata e republicano, foi sempre um acérrimo opositor ao governo corporativista e ditatorial do Estado Novo. Logo em 1974, adere ao recém-criado Partido Socialista. Enquanto profissional, exerceu durante largos anos o cargo de escrivão judicial nos Tribunais de Sintra e de Lisboa, sempre com um desempenho exemplar. Maçon confesso, foi iniciado a 6 de Junho de 1930, na Loja Cândido dos Reis, em Lisboa, e adoptou o nome simbólico de «António de Oliveira». Dizia, com graça, que não era «o de Santa Comba», mas um republicano que, em 1906, tinha sido morto pela polícia junto à fachada do Teatro D. Maria.

Após a sua morte, Sintra soube fazer-lhe a última vontade. As cinzas de José Alfredo da Costa Azevedo encontram-se depositadas junto às do seu grande amigo Ferreira de Castro, num singelo banco de pedra a meia encosta do Castelo dos Mouros. Para olhar Sintra, eternamente.

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