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Centenário da I Grande Guerra

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Travada entre impérios e por interesses imperialistas, a I Grande Guerra (1914-1918) devastou a Europa e propagou-se à escala global, causando milhões de mortos entre soldados e civis. Muitos mais, não morrendo no conflito, ficaram estropeados ou gaseados, já que, nesta terrível tragédia, se fez uso, pela primeira vez em grande escala, da chamada guerra química.

Portugal vivia, então, uma jovem República, com apenas quatro anos de existência e que procurava afirmar-se no plano internacional. Participou neste primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados, o que estava de acordo com as orientações da República ainda recentemente instaurada.

monumento-sd1Numa primeira etapa, Portugal vê-se obrigado a enviar tropas para a defesa das colónias africanas ameaçadas pela Alemanha. Face a este perigo e sem declaração de guerra, o governo português enviou contingentes militares para Angola e Moçambique.

Em Março de 1916, apesar das tentativas da Inglaterra para que Portugal não se envolvesse no conflito, o antigo aliado decidiu pedir ao estado português o aprisionamento de todos os navios germânicos na costa lusitana. Esta atitude justificou a declaração oficial de guerra a Portugal pela Alemanha, a 9 de Março de 1916 - apesar dos combates em África desde 1914.

Em 1917, as primeiras tropas portuguesas, doCorpo Expedicionário Português, seguiam para a guerra na Europa, em direcção aFlandres.

Neste esforço de guerra, chegaram a estar mobilizados quase 200 mil homens. As perdas atingiram cerca de 10 mil mortos e milhares de feridos, além de custos económicos e sociais gravemente superiores à capacidade nacional.

Sintra também participou neste esforço de guerra. Muitos foram os sintrenses que seguiram para as frentes de batalha na Flandres e na França. Em jeito de homenagem a todos esses valorosos soldados, lembremos aqui a figura do poeta e médico Joaquim Nunes Claro que serviu no hospital militar em Hendaia durante a I Guerra Mundial.

Logo no início do conflito, e quando os soldados portugueses partem para a defesa das antigas colónias, a Câmara Municipal de Sintra, então presidida por Virgílio Horta, na sua reunião de 24 de Novembro de 1914, decide enviar às nossas tropas a seguinte mensagem: «A Câmara Municipal de Sintra saúda o exército de terra e mar, e confiando no seu nunca desmentido patriotismo, a ele confia a guarda e segurança da integridade da Pátria e da República Portuguesa».

O monumento que presta homenagem ao Soldado Desconhecido em Sintra é obra do escultor sintrense José da Fonseca e que, para além da figura de um soldado com fardamento da época, é constituído por dez colunas, representando outras tantas freguesias que compunham, então, a divisão administrativa do nosso concelho. Encima-o a esfera armilar, a representação manuelina do mundo espiritual, da ligação fraterna de todos os povos da Terra. E neste tempo nosso tão conturbado, onde assistimos a diversos conflitos e outros se adivinham, que este momento sirva para mostrarmos às gerações mais jovens as tragédias da guerra para que, no futuro, não voltem a acontecer flagelos como a I Guerra Mundial.

 

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