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20 anos da elevação de Sintra a Património Mundial

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A PROTECÇÃO CIVIL E O PATRIMÓNIO HISTÓRICO-CULTURAL DE SINTRA

No momento em que comemoramos o vigésimo aniversário da aprovação pela UNESCO do Património Histórico – Cultural de Sintra, agora denominada Sítio Património Mundial, o primeiro local assim classificado na Europa, todos os homens e mulheres que nas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários do Município fazem parte dos dispositivos de Protecção Civil estão orgulhosos da missão que têm cumprido na protecção desse Património.

Usando os termos da UNESCO, Sintra e os seus Monumentos são “uma paisagem excepcional que é resultado do trabalho da natureza e da humanidade, exprimindo uma longa e íntima relação entre povos e o seu ambiente natural”, confirmando que o factor humano foi determinante na preservação da “ qualidade botânica, paisagística e florestal de uma área que, ainda por demais, se desenha em considerável dimensionamento e que vai resistindo às pressões do tempo, aos sinistros naturais ou provocados”. Sintra é referência e uma especificidade patrimonial inculcada numa unidade paisagística, é exemplo mundial da interligação entre o Património Natural e Construído. E Humano.

Sim, também Humano.

Citando o Professor Cardim Ribeiro, em Sintra Património Mundial está lá a “complexa realidade humana que se traduziu na continuada fixação, mistura e convivência, num mesmo território, de gentes oriundas de diferentes países e climas, está lá uma romanidade onde se misturam populações provindas de quase todas as províncias do império romano, a Sintra visigótica, muçulmana, judaica e moçárabe”, a Sintra de todas as dinastias portuguesas, a Sintra das comunidades que sempre viveram em equilíbrio com uma serra que era fundamental preservar para garantir a sua vivência e segurança.

E está lá a acção do homem que socorre e protege.

Estão lá os que sempre se sacrificaram para preservar as comunidades e a serra que os acolhe.

Estão lá os Bombeiros feridos que combateram até à exaustão, incêndios implacáveis.

Estão lá os 25 militares mortos do Regimento de Artilharia Antiaérea Fixa de Queluz ( RAAF ) a defender a serra de Sintra contra um incêndio inominável.

Estão lá os 120 anos dos Bombeiros de Almoçageme, os 125 anos dos Bombeiros de Colares, os 125 anos dos Bombeiros de Sintra, os 109 anos dos Bombeiros de São Pedro de Sintra, os 55 anos dos Bombeiros de Algueirão / Mem Martins, os 84 anos dos Bombeiros de Agualva / Cacém, os 94 anos dos Bombeiros de Queluz, os 90 anos dos Bombeiros de Belas, os 32 anos dos Bombeiros de Montelavar.

E estão lá os Bombeiros que hoje e todos os dias, sempre presentes, estão em permanente vigilância e estado de prontidão para garantir a protecção das pessoas e dos seus bens, e a preservação de um Património Mundial que tanto os orgulha e que é um exemplo para o Mundo.

Maurício Moraes Barra

José Bento Marques

Coordenadores do Secretariado dos Bombeiros de Sintra

 

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